Lúcia
Japiassu,
Rio de
Janeiro, RJ
Que técnica você usa para não
ficar excitado com as cenas mais
quentes da novela, com Alzira?
As pessoas costumam discutir isso,
mas existe beijo técnico, sim! São tantas
as coisas em que você pensa – o
texto, a deixa, a próxima cena – que
difícil mesmo seria ficar excitado!
Margareth
Molleri,
Itajaí, SC
Na vida real, você acredita que
um homem como Juvenal fique
de quatro por uma mulher?
Claro!
Ainda mais se essa mulher for
Flávia Alessandra!
Rosângela
d’Avila
Aguiar,
Viamão, RS
Toninho
Ponciano,
Ouro
Branco, MG
Como os atores podem contribuir
para a melhoria da sociedade?
Acho que, de certa forma, a
teledramaturgia tem tentado fazer isso,
e com algum sucesso. Novela tem de
entreter. Mas os autores têm tocado de
forma muito constante nisso aí. É um
dos veículos mais fortes para denúncias
sociais. Fora do Brasil, onde as novelas
da Globo são exibidas, acho que se tem
mais noção ainda de como isso é verdadeiro.
É uma teledramaturgia com
cunho social. Estamos fazendo isso um
pouco, ao tocar nesses problemas.
Juscelino
Martins,
Paulo Ramos,
MA
Em 2001, você fez o político Félix
Guerreiro na novela Porto
dos Milagres. Qual foi mais difícil
de interpretar, ele ou Juvenal?
Félix é mais próximo das personagens
que a gente conhece: político
safado tem todos os dias no jornal.
Juvenal é mais composição. Não sei
se é mais difícil, mas com certeza é
mais rico. O público acha que é mais
fácil fazer uma personagem comum,
mas acho que é o contrário.
Gilza de
Lima,
Campo
Largo, PR
Como é sua vida nos fins de
semana?
Acho que como a de todo
mundo. Gosto de ir ao cinema, ao teatro,
de ver televisão, colocar algum
filme no DVD. Leio muito também.
Praia eu não costumo ir, porque é sempre
muito cheio, mas gosto de pegar
um solzinho de vez em quando.
Marge
Vasconcelos,
Rio de
Janeiro, RJ
Quais são seus planos depois
que terminar a novela Duas
Caras? Volta a gravar Carga
Pesada?
Se dependesse de mim e
de Stênio (Garcia), teria ficado no ar
de 1981 até hoje! São personagens
queridas, que tocam na realidade e
na diversidade brasileira. O plano de
volta depende da grade da Globo, da
fila de outras produções que querem
entrar no ar. Mas, se dependesse de
nós, e do público também, com certeza
voltaria. (Nesse momento, como
numa cena de novela, surge na cidade
cenográfica ninguém menos do que o ator
Stênio Garcia, que passou pelo Projac
para ver o amigo Fafá. Conversam por
dois minutos, beijam-se e se despedem,
para que a entrevista prossiga.)
Geizabel
Beltrão de
Siqueira,
Recife, PE
O que o faz acordar todo dia com
um sorriso? Qual foi a maior
dificuldade que enfrentou?
Realmente
sempre acordo bem-humorado
e com um sorriso. Gosto muito
de trabalhar. Não sou workaholic,
como já disseram, é pura paixão mesmo.
E, quanto às dificuldades, não
tive
muitas. Tenho muita sorte.