Entrevista interativa com Antônio Fagundes
Revista Fantástico - número 3

Lúcia Japiassu, Rio de Janeiro, RJ
Que técnica você usa para não ficar excitado com as cenas mais quentes da novela, com Alzira?
As pessoas costumam discutir isso, mas existe beijo técnico, sim! São tantas as coisas em que você pensa – o texto, a deixa, a próxima cena – que difícil mesmo seria ficar excitado!

Margareth Molleri, Itajaí, SC
Na vida real, você acredita que um homem como Juvenal fique de quatro por uma mulher?
Claro! Ainda mais se essa mulher for Flávia Alessandra!

Rosângela d’Avila Aguiar, Viamão, RS Toninho Ponciano, Ouro Branco, MG
Como os atores podem contribuir para a melhoria da sociedade?
Acho que, de certa forma, a teledramaturgia tem tentado fazer isso, e com algum sucesso. Novela tem de entreter. Mas os autores têm tocado de forma muito constante nisso aí. É um dos veículos mais fortes para denúncias sociais. Fora do Brasil, onde as novelas da Globo são exibidas, acho que se tem mais noção ainda de como isso é verdadeiro. É uma teledramaturgia com cunho social. Estamos fazendo isso um pouco, ao tocar nesses problemas.

Juscelino Martins, Paulo Ramos, MA
Em 2001, você fez o político Félix Guerreiro na novela Porto dos Milagres. Qual foi mais difícil de interpretar, ele ou Juvenal?
Félix é mais próximo das personagens que a gente conhece: político safado tem todos os dias no jornal. Juvenal é mais composição. Não sei se é mais difícil, mas com certeza é mais rico. O público acha que é mais fácil fazer uma personagem comum, mas acho que é o contrário.

Gilza de Lima, Campo Largo, PR
Como é sua vida nos fins de semana?
Acho que como a de todo mundo. Gosto de ir ao cinema, ao teatro, de ver televisão, colocar algum filme no DVD. Leio muito também. Praia eu não costumo ir, porque é sempre muito cheio, mas gosto de pegar um solzinho de vez em quando.

Marge Vasconcelos, Rio de Janeiro, RJ
Quais são seus planos depois que terminar a novela Duas Caras? Volta a gravar Carga Pesada?
Se dependesse de mim e de Stênio (Garcia), teria ficado no ar de 1981 até hoje! São personagens queridas, que tocam na realidade e na diversidade brasileira. O plano de volta depende da grade da Globo, da fila de outras produções que querem entrar no ar. Mas, se dependesse de nós, e do público também, com certeza voltaria. (Nesse momento, como numa cena de novela, surge na cidade cenográfica ninguém menos do que o ator Stênio Garcia, que passou pelo Projac para ver o amigo Fafá. Conversam por dois minutos, beijam-se e se despedem, para que a entrevista prossiga.)

Geizabel Beltrão de Siqueira, Recife, PE
O que o faz acordar todo dia com um sorriso? Qual foi a maior dificuldade que enfrentou?
Realmente sempre acordo bem-humorado e com um sorriso. Gosto muito de trabalhar. Não sou workaholic, como já disseram, é pura paixão mesmo. E, quanto às dificuldades, não tive muitas. Tenho muita sorte.



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